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Há vinte anos, Paulo Freire nos deixou

Há vinte anos, Paulo Freire nos deixou. Mas – e isto parece uma frase feita, mas é apenas a realidade – a sua experiência, o seu legado, permanecem vivos, e, mais do que isso, se renovam. Ao propor que a educação se faz no diálogo, na troca de saberes, em que todos aprendem e ensinam, e provar isso na prática, Paulo Freire quebrou os grilhões do fatalismo preconceituoso e liberou a consciência crítica. Não por acaso foi tão perseguido pelos usurpadores do poder. Ali estava a subversão em estado puro. Aqueles camponeses se tornaram sujeitos de sua própria história. Passariam a tomar parte ativa do processo de mudança que iria transformar o país. Votariam não mais nos coronéis ou nos políticos tradicionais, “mas precisamente na medida em que esses candidatos revelem uma possibilidade de realmente, e de lealmente, servir ao povo.” Haverá algo mais atual?

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