Projetos

Logo do projeto Currículo Global
Criança em foco
Logo do projeto Oi Kabum
Logo do projeto Praça do Conhecimento
Logo CCCria
Jovens e seu potencial criativo na resolução de conflitos
Logo Ponto de Cultura
Logo de mãos dadas
Início arrow Notícias arrow Notícias em transição yeast infection treatment
Notícias em transição PDF Imprimir E-mail

Inaugurando uma série de encontros com profissionais envolvidos com cultura e comunicação, o CECIP recebeu, no dia 4 de março, a visita do jornalista Newton Carlos.

Newton Carlos

Em seis décadas de atuação na imprensa brasileira, ele acompanhou diversas transformações na maneira como se produz e divulga notícias no país e no mundo. Especialista em política internacional, brindou os presentes com uma aula sobre como as relações de poder conduzem os rumos do noticiário. Também comentou grandes questões contemporâneas, como o embargo a Cuba, a situação do Iraque e a delicada relação entre Estados Unidos e China.

Vice-presidente do CECIP, Newton Carlos fez história ao criar a primeira editoria internacional de um jornal brasileiro. Foi no Jornal do Brasil, em 1960. Nosso olhar para os eventos estrangeiros não seria mais o mesmo. Antes disso, tudo o que se publicava por aqui era traduzido de agências internacionais.

Notícias externas tinham grande destaque. “No fim dos anos 40, as primeiras páginas dos principais jornais eram inteiramente ocupadas por política internacional. Por quê? Era uma herança da Segunda Guerra, e também do pré-guerra. Nos anos 30 houve a invasão da China pelos japoneses, a guerra civil espanhola, a criação da Liga das Nações, a anexação da Abissínia por parte de Itália e outros grandes acontecimentos. Nos anos 40, a Guerra. Depois, a criação da ONU e do estado de Israel. Na América Latina, a criação da OEA”, lembra Newton Carlos.

A política internacional tinha tanta relevância que, certa vez, uma greve de transportes em Tóquio ganhou a primeira página dos jornais, enquanto outra greve do mesmo setor, esta em Minas, foi relegada às páginas internas. Havia na época duas grandes agências de notícias internacionais: a Reuters e a FrancePress. Segundo Newton Carlos, elas se pautavam “pelos caminhos do colonialismo”. A Reuters, atrás dos interesses ingleses, dedicava-se principalmente a noticiar o mundo além do canal de Suez, enquanto a FrancePress olhava para as ex-colônias francesas na África.

Os Estados Unidos ainda não tinham entrado no jogo da comunicação mundial. “Na primeira metade do século XX, os americanos já eram uma potência econômica, mas priorizavam a atuação no próprio continente. O interesse era regional. Nos anos 1910 e 1920, metade dos diplomatas americanos estava na América Central”, explica o jornalista. “Eles sempre tiveram horror a revoluções, e o espantalho da época era a revolução mexicana, que resultou em outros movimentos rebeldes, como o de Sandino, na Nicarágua”, completa.

A coisa mudou após a Segunda Guerra, quando um memorando histórico do Departamento de Estado Americano exigiu o direito à liberdade de informação. O objetivo era garantir livre circulação para suas próprias agências de notícias: Associated Press e United Press.



 
< Anterior   Próximo >

© 2013 CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular
Produzido por Magic Art Comunicação