|
Diretamente de Brasília, invadem nossa casa cenas impróprias para
menores – e para maiores também! É horripilante ver a intimidade dessas
pessoas. O que acham seus filhos das imagens mostradas na televisão e
na internet? E das desculpas dos pais? Como reagiram seus colegas na
escola? E os vizinhos?
E as mães? Porque todos eles têm mães, não têm? O que é que as
sofridas senhoras terão pensado, lá no mais fundo dos seus corações?
"Onde foi que eu errei?" é uma possibilidade. Mas o pensamento também
pode ter sido "Eu avisei pra ele levar uma sacola bem grande...".
Em casos como este, qualquer tentativa de explicação soa ridícula.
Melhor recorrer à clássica pérola da arrogância política: "Nada a
declarar" – mesmo porque a boca está cheia e é falta de educação falar
com a boca cheia.
Sempre atentos à criatividade dos nossos políticos, flagramos o
momento em que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda,
continuando a tradição estabelecida por seu antecessor e professor
Joaquim Roriz, sai para comprar panetones (!) para seus eleitores. Como
bem disse o ministro do Supremo, Ayres Britto, "Haja panetones!".
(Claudius Ceccon)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
|