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Transformar o ensino com a ajuda da tecnologia pode ser mais simples do que parece. Esta foi a lição aprendida pelos participantes do projeto “Do Giz ao Pixel”, iniciado em 2008 numa parceria com o Instituto Desiderata e seis escolas municipais do Rio de Janeiro.

Munidos apenas de suas câmeras fotográficas digitais, em pouco tempo professores e alunos estavam produzindo e editando vídeos. Depois reproduziram a experiência em diversos projetos no ambiente escolar.

De tão simples e bem-sucedida, a metodologia gerou uma publicação, que agora o CECIP oferece para download.

 

Baixe aqui Do giz ao pixel – Ampliando o leque na sala de aula (em formato PDF).

Eu estava preparada psicologicamente para três horas de teoria sobre informática, mas qual não foi minha surpresa que logo depois de iniciado o curso (10 minutos, se tanto) já estávamos filmando o espaço e depois passando tudo para o programa Movie Maker, salvando, editando, visualizando... A emoção foi muito boa de, já no primeiro encontro, termos a sensação de que todos somos capazes de sermos “cineastas” de máquina digital. Imediatamente, ideias surgem e você começa a perceber que este é, de fato, um projeto possível. É possível fazer com que o computador, a sala de aula e pensamentos inovadores andem juntos para uma transformação efetiva na realidade escolar.
(Profª Luciana Guimarães, E.M. Jornalista Assis Chateubriand, em Vila Isabel)

ImageA cartilha Do giz ao pixel apresenta depoimentos como este, mostrando como cada um vivenciou a experiência. O grupo inicial tinha 18 pessoas – seis professores e doze alunos. Eles participaram de oito oficinas de vídeo no Laboratório de Inclusão Digital, na sede do CECIP, entre setembro e novembro de 2008. Nesses encontros quinzenais, exercitaram juntos a linguagem do vídeo, gravando imagens com máquinas fotográficas digitais e editando-as no computador. Depois de cada oficina, experimentavam a linguagem do vídeo em suas escolas e traziam os resultados para comentar no encontro seguinte.

Estávamos desenvolvendo um projeto com o tema “O que você tem a ver com a corrupção?”. Daí surgiu a ideia de montarmos um filme com as etapas do projeto: divulgação, análise de textos e letras de músicas sobre o tema e entrevistas com a comunidade escolar (...) O interessante é que os professores entrevistados e a direção, após assistirem ao filme, começaram a dar mais ideias sobre o projeto. (...) Esse tipo de trabalho começou a estimular outros projetos e demonstrou ao aluno como a sua participação é essencial e pode contribuir para valorizá-lo e aumentar a sua autoestima.
(Profª Monica Salgado Baldes, E.M. Joaquim Abílio Borges, no Humaitá)

ImagePasso a passo

Além de dar voz a quem fez o projeto virar realidade, a cartilha funciona como um “guia do cineasta da câmera digital”, com instruções práticas para qualquer pessoa que queira produzir vídeos mas não sabe por onde começar. Passo a passo, da filmagem à finalização e exibição, todos podem incorporar a linguagem audiovisual à sua criação artística e à sua prática educativa.

O projeto “Do giz ao pixel” me deu uma ferramenta encantadora que abriu N possibilidades de trabalhar qualquer tema desejado. Posso levar pra sala de aula praticamente tudo o que eu quiser, através das imagens que captar.
(Profª Débora Aranha, E.M. Uruguai, em Benfica)

O Departamento de Mídia e Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro também foi parceiro importante no projeto, articulando com os professores a utilização dessa ferramenta no cotidiano escolar e a reflexão sobre uma metodologia capaz de multiplicar o uso da linguagem audiovisual. 

Desde 1986, o CECIP investe em tecnologias de comunicação para a ampliação da cidadania. Atualmente, outros três projetos vêm formando jovens de escolas públicas para o trabalho com novas tecnologias: Oi Kabum!, projeto CITI e Mudando sua escola e comunidade.

Assista aos vídeos produzidos pelo projeto Do giz ao pixel.



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Comentários (1)
Comentários em RSS
03-02-2010 16:18
Fiquei muito feliz ao conhecer o projeto. Sou professora da rede privada de ensino no ES e desenvolvo tb um trabalho com vídeo. Gostaria de parabenizá-loas pela iniciativa. 
Erika Saleme
Escrito por Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo (Visitante)

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