Entre os vários direitos previstos em lei para todas as crianças, existe um que é deixado meio de lado, na discussão das políticas públicas no Brasil. Brincar!
Haverá quem imagine que isso é um preciosismo diante de necessidades “mais urgentes”, como o combate à desnutrição, o aleitamento materno e a prevenção de acidentes. Está redondamente enganado. A formação integral de crianças e adolescentes não pode abrir mão da diversão e da criação. Brincar é sinônimo de desenvolvimento saudável, e pode ser um fator fundamental para a disseminação de novos valores, rumo a uma cultura de paz.
É o que defende a Rede Nacional Primeira Infância, que participou, entre os dias 27 e 30 de outubro, da 2ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz, realizada no Senado Federal. O tema do encontro: “O brincar na construção da paz”.
A Rede Nacional Primeira Infância é composta por 42 organizações da sociedade civil que, em parceria com o setor privado e com as diferentes esferas do governo, buscam aprimorar as políticas públicas voltadas para esse segmento, que vai de 0 a 6 anos de idade.
O CECIP faz parte da Rede e foi representado no Senado por sua coordenadora de projetos, Monica Mumme. O objetivo do seminário era trocar experiências bem-sucedidas na área – como o Centro Cultural da Criança (CCCria) – e sensibilizar os políticos para a importância de privilegiar a primeira infância. Inclusive o direito ao brincar.
Na ocasião, foi apresentado aos senadores o documento “Brincar: o direito de aprender se divertindo”, produzido por membros da Rede Nacional Primeira Infância.